No último final de semana, terminei a leitura do livro “Disciplina mental”, de Eric Potterat e Alan Eagle. Não costumo ler esse tipo de livro, com título “tão sugestivo”, mas acabei me deparando com ele na livraria, algo me levou a ler a sinopse e levei a obra para casa.
Muito se fala que, para alcançar a excelência em alguma coisa, é necessário fazer esse algo com constância. O que ninguém diz é que começar um hábito não é algo tão fácil. Além disso, se começarmos um projeto de forma errônea, as chances do hábito nos levar à exaustão, em vez da excelência, são muito grandes. É preciso ter bastante cuidado ao planejar uma nova iniciativa em nossas vidas, sob pena de fazermos um monte de atividades que não nos levam a resultado algum.
Por isso gostei tanto desse livro. Recheado de histórias inspiradoras e orientações simples, é mais que um passo a passo para alcançar a excelência e obter o alto desempenho em nossos projetos; é uma ode ao que normalmente esquecemos de focar quando queremos ser bons no que fazemos: o nosso mental.
É preciso trabalhar nossa mentalidade e cuidar dos nossos pensamentos se realmente queremos alcançar o alto desempenho. Quantas vezes tentamos alcançar um objetivo ambicioso e, no meio do caminho, acabamos desanimando porque achamos que aquilo era “demais” para nós? O problema começa justamente na mentalidade: precisamos nos concentrar na nossa identidade, naquilo que nos levou a iniciar aquele projeto, em primeiro lugar.
Devemos ter nossos princípios, nossos credos, muito bem delimitados, porque são eles que nos levarão mais longe e nos motivarão rumo à excelência. Quando nos preocupamos com nossa reputação (motivos externos a nós), acabamos desananimando e dificilmente terminaremos o que começamos. O que fazemos, com quem trabalhamos, nosso ambiente e outros fatores podem mudar, mas nós continuaremos no nosso obejtivo, lidando com os imprevistos e fazendo as modificações necessárias no planejamento da jornada, se nossos fundamentos – quem somos – continuarem os mesmos.
Assim, fica mais tranquilo estabelecer nossas metas, justamente porque nos conhecemos e sabemos os motivos pelos quais estamos fazendo o que fazemos. Para atingir as metas, também devemos ser disciplinados na administração do tempo, pois vamos distribuí-las na nossa rotina e sermos realistas com o tempo que temos é essencial para alcançar a constância.
Por esse motivo, a maneira como lidamos com os riscos e, especialmente, com os fracassos, é primordial para o nosso mindset – a nossa mentalidade, no bom e velho português. Lidar com as adversidades como formas de aprendizado, valorizando o processo, é um bom modo de garantir a constância que leva ao alto desempenho.
Por último, não podemos esquecer que as maiores barreiras à excelência são as desculpas. O não saber por onde começar, a falta de tempo, as dúvidas e a falta de recursos são comuns a todos, a não ser que a pessoa seja uma herdeira e não precise trabalhar o resto da vida. E, veja, não estamos falando em meritocracia aqui, apenas estamos dizendo o óbvio: alcançar um alto desempenho em um projeto ou atividade é fazer o que se pode, com o que se tem, melhorando a caminhada conforme for caminhando.
Aplique os pilares da excelência na sua vida – saiba qual a sua identidade, planeje, adote uma mentalidade de crescimento e pare de arrumar desculpas – e verá que você consegue fazer muito mais do que imagina, dentro das suas possibilidades, com os recursos que tem, mudando o que pode.
